Rolling Stones voltam com “Foreign Tongues” e provam que o rock ainda pulsa
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O 25º álbum de estúdio da banda chega com 14 faixas, participações de peso e a energia que consagrou “Hackney Diamonds”

Mais de seis décadas depois de deixar um apartamento apertado em Edith Grove, no sudoeste de Londres, os Rolling Stones seguem provando que não pararam no tempo. Lançado em 10 de julho, “Foreign Tongues” é o 25º álbum de estúdio da banda e o sucessor direto de “Hackney Diamonds” (2023), vencedor do Grammy de Melhor Álbum de Rock.
Gravado no Metropolis Studios, em Londres, sob produção de Andrew Watt, o disco traz 14 faixas: 12 composições inéditas, uma versão de “You Know I’m No Good”, de Amy Winehouse, e o encerramento com “Beautiful Delilah”, homenagem a Chuck Berry, uma das maiores influências da banda.
O repertório já vinha sendo apresentado aos poucos, com os singles “Rough and Twisted”, “Jealous Lover” e “In the Stars”.
A lista de convidados reforça o peso do lançamento: Paul McCartney, Steve Winwood, Robert Smith (do The Cure) e Chad Smith (do Red Hot Chili Peppers) participam das gravações, além de uma última contribuição de Charlie Watts, registrada antes de sua morte.
Segundo Keith Richards, o álbum “mantém uma continuidade em relação a Hackney Diamonds” e nasceu de “um mês de impacto concentrado” em Londres. Já Mick Jagger tem repetido que o disco não representa uma despedida — pelo contrário, a banda já cogita uma turnê para levar as novas músicas aos palcos, embora sem data definida.
Com “Foreign Tongues”, os Stones miram um marco histórico: mais uma liderança na Billboard 200 levaria o grupo à marca de dez álbuns número 1 na parada americana.


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